Cidadãos da Guiné-Bissau
passam a pagar caução
de 13.700E para pedir
visto aos EUA

06.01.2026 - O Governo
norte-americano
acrescentou sete países,
nomeadamente a
Guiné-Bissau, à lista
dos que precisam de
pagar uma caução de
13.700 euros para se
candidatarem a um visto
de entrada nos Estados
Unidos da América (EUA).
O Departamento de Estado
norte-americano
acrescentou, na semana
passada, o Botsuana, o
Butão, a Guiné-Bissau, a
Guiné-Conacri, a
Namíbia, a República
Centro-Africana e o
Turquemenistão à lista
de países que têm de
pagar uma caução de
15.000 dólares (cerca de
13.700 euros) para se
candidatarem a um visto
de entrada no país,
noticiou hoje a agência
norte-americana
Associated Press (AP),
que cita como fonte o
‘site’ travel.state.gov.
Esta medida, que entrou
em vigor a 01 de janeiro,
está agora aplicada a 13
nações, na sua larga
maioria africanas.Estas
sete nações citadas
juntaram-se à Gâmbia,
Maláui, Mauritânia, São
Tomé e Príncipe,
Tanzânia e Zâmbia, que
já tinham sido incluídos
na lista entre agosto e
outubro do ano passado.
Esta é a mais recente
iniciativa da
administração do
Presidente
norte-americano, Donald
Trump, para apertar os
requisitos de entrada
nos EUA, que incluem a
obrigatoriedade de
cidadãos de todos os
países sujeitos a visto
comparecerem a
entrevistas presenciais.
As autoridades
norte-americanas
defendem a exigência das
cauções – que podem
variar entre 5.000 e
15.000 dólares (cerca de
4.550 euros a 13.700
euros) – sustentando que
são eficazes para
garantir que cidadãos
dos países visados não
permaneçam nos EUA para
além do prazo do visto.
O pagamento da caução
não garante a concessão
do visto, mas o montante
será reembolsado caso o
visto seja recusado ou
quando o titular do
visto demonstre que
cumpriu os respetivos
termos.
Por outro lado, a
administração Trump tem
aumentado também a lista
de países sujeitos a
proibição total ou
parcial de viagens,
sendo que nesta última
categoria se encontra
Angola.
Trump ordenou a
proibição total de
entrada nos EUA para
cidadãos do Afeganistão,
Burkina Faso, Chade,
Eritreia, Guiné
Equatorial, Haiti,
Iémen, Irão, Laos,
Líbia, Mali, Myanmar,
Níger, República Popular
do Congo, Serra Leoa,
Síria, Somália, Sudão e
Sudão do Sul.Por outro
lado, impôs ainda
restrições parciais a
cidadãos de outros 15
países: Angola, Antígua
e Barbuda, Benim,
Burundi, Costa do
Marfim, Cuba, Dominica,
Gabão, Gâmbia, Maláui,
Mauritânia, Nigéria,
Senegal, Tanzânia, Togo,
Tonga, Venezuela, Zâmbia
e Zimbabué.
NYC (DMC/ATR)
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