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São Tomé e Príncipe no radar de Hong Kong -

País é citado no novo plano de felicitação do comercio

29.06.2026 – São Tomé e Príncipe voltou a aparecer no mapa do comércio internacional. O país foi incluído no grupo de nações visadas pela Alfândega de Hong Kong no âmbito da iniciativa chinesa "Uma Faixa, Uma Rota".

O anúncio foi feito esta semana, depois de Hong Kong iniciar oficialmente negociações com o Brasil para um Acordo de Reconhecimento Mútuo para Operadores Económicos Autorizados.

O protocolo visa facilitar o comércio entre as duas economias, com benefícios como taxas de inspeção reduzidas e desalfandegamento prioritário.

Acordos assinados em Bruxelas. O plano foi rubricado em Bruxelas pelo comissário adjunto Li Kin-kei e pelo coordenador-geral de Administração Aduaneira do Brasil, Felipe Mendes Moraes. A assinatura aconteceu à margem de reuniões da Organização Mundial das Alfândegas, entre 22 e 27 de junho.

No mesmo local, Hong Kong assinou outro acordo idêntico com o Chile. É o segundo protocolo com a América do Sul, depois do acordo com o Peru em dezembro. A Alfândega de Hong Kong prometeu continuar a expandir a rede, com foco na ASEAN, estados árabes, países africanos e nos parceiros da "Uma Faixa, Uma Rota".

São Tomé entre os 80 países da rota chinesa Lançada por Xi Jinping em 2013, a iniciativa envolve mais de 80 países. Entre eles estão Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe.

O objetivo é desenvolver ligações marítimas, rodoviárias e ferroviárias para acelerar o comércio. Até agora, Hong Kong já assinou acordos de reconhecimento mútuo com 18 economias, incluindo China continental, Macau, Japão, Índia, Canadá e Austrália. Mais dinheiro para PME A 17 de junho, Hong Kong alargou a mais oito países, incluindo o Brasil, um fundo de apoio à internacionalização de pequenas e médias empresas.

O valor máximo por candidatura subiu de 100 mil para 150 mil dólares de Hong Kong, cerca de 16.500 euros. Para São Tomé, a inclusão neste plano abre portas. Se concretizada, a ligação direta com Hong Kong pode significar menos burocracia, mais rapidez nas importações/exportações e novas oportunidades para os nossos operadores económicos.

JT

 

 

 

 

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