Em STP o telemóvel
diminuiu o uso de 15
aparelhos e já passa de
147 mil pessoas

26.07.2026 - QUANDO
TUDO COMEÇOU EM STP -
O telemóvel entrou
oficialmente em São Tomé
e Príncipe em 2002. Em
pouco mais de 20 anos
ele fez o que nenhuma
outra tecnologia fez:
juntou uma casa inteira
de aparelhos numa só
tela. De 2002 pra cá, o
são-tomense trocou 15
objetos por um
telemóvel.
STP CONECTADA: MAIS
DE 147 MIL CELULARES
- Hoje 62,44% da
população usa telemóvel
em STP. São cerca de
147.061 telemóveis
ativos em 2024. Com
população de cerca de
215 mil habitantes, 6 em
cada 10 são-tomenses
andam com um celular no
bolso. E o número de
linhas móveis cresce
5,3% ao ano.
CST E INIYEL: AS DUAS
REDES QUE LIGAM - O
PAÍS Em STP só existem
duas operadoras: a CST -
Companhia Santomense de
Telecomunicações e a
UNITEL STP. A CST é a
operadora histórica,
fundada em 1989. A
UNITEL
veio depois para
aumentar a concorrência.
Juntas cobrem todo o
território e movimentam
os 147 mil telemóveis do
país.
A LISTA DOS APARELHOS
QUE PERDERAM ESPAÇO
- O telemóvel não
substituiu tudo, mas
diminuiu muito o uso de:
Relógio, câmera
fotográfica, filmadora,
rádio, TV, mesa de
mistura, amplificador,
lanterna, calculadora,
MP3, mapa/GPS, agenda,
jornal, cartão bancário
e até o computador para
muita coisa. Hoje com um
telemóvel tu gravas som,
editas vídeo, pagas, vês
notícia e ainda acendes
a luz quando falta
energia. Muita gente
ainda tem esses
aparelhos em casa, mas
usa pouco.
O QUE O TELEMÓVEL
"ROUBOU" DAS FAMÍLIAS
- Mas essa praticidade
teve custo. O aparelho
que aproxima quem está
longe, afasta quem está
perto. Em STP vemos pais
no telefone enquanto os
filhos pedem atenção.
Vemos almoço em
silêncio, todo mundo no
ecrã. Perdemos conversa,
perdemos presença,
perdemos tempo de
família.
GANHAMOS O MUNDO, MAS
E NÓS? - Não há
volta. O telemóvel
trouxe desenvolvimento e
acesso para São Tomé e
Príncipe. Com 59% da
população com internet e
28% acessando por
telemóvel, o país está
mais ligado ao mundo.
Juntamos 15 aparelhos
num só. A questão é: o
que estamos a perder em
troca?
Por: José Rocha
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