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Estrada de 13 Km que liga São Tome a Guadalupe

ainda não foi inaugurada

São Tomé, 17 de Agosto de 2026 - População questiona demora: "É uma das melhores estradas do país", os 13 quilómetros de estrada que ligam a cidade de São Tomé à cidade de Guadalupe, no Distrito de Lobata, estão concluídos, esta mesma obra foi construida em 2023 pela empresa portuguesa de construção civil, ACA.

A reabilitação dos primeiros 13 quilómetros da estrada nacional número 1, é financiada pelo Banco Mundial, em cerca de 13 milhões de dólares.

Considerada por muitos como uma das melhores estradas de São Tomé e Príncipe, a via tem asfaltamento novo, sinalização e drenagem. No entanto, até hoje não foi oficialmente inaugurada pelo Governo, o que tem gerado dúvidas e críticas da população.

A estrada encurta o tempo de viagem e melhorou a ligação entre a capital e o norte da ilha. Moradores de Guadalupe, taxistas, motoqueiros e agricultores já usam a via diariamente para escoar produtos, levar crianças à escola e chegar ao trabalho. Apesar disso, a falta de inauguração oficial impede que a obra seja apresentada como conquista do Estado e deixa questões sobre manutenção e gestão futuras em aberto.

A população questiona: se a estrada está pronta e a circular, por que não foi inaugurada? Há quem aponte falta de agenda política, outros falam de pendências burocráticas. O silêncio das autoridades aumenta a especulação. "É uma estrada bonita, segura e que beneficia muita gente. Merece ser reconhecida oficialmente", disse um morador de Guadalupe.

Técnicos e utentes destacam a qualidade da via. Com 13 km de extensão, a estrada reduziu buracos, alargou curvas e melhorou o acesso em época de chuva. Para muitos, ela serve de exemplo do que pode ser feito quando há investimento em infraestruturas. A comparação com outras estradas degradadas do país torna a ausência de inauguração ainda mais notada.

Organizações da sociedade civil e líderes comunitários defendem que o Governo e a Câmara de Água Grande e Lobata marquem uma data para a inauguração oficial. Para eles, o ato não é só simbólico: é uma forma de prestar contas, garantir manutenção e valorizar o investimento público. Enquanto isso, os 13 km continuam a ser usados, mas sem a placa e sem a cerimónia que a população espera.

Por: João Soares

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