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ALERTA: País depende de 1 único camião

cisterna para combater incêndios

São Tomé, 18 de Agosto de 2026 - Com 3 a 4 incêndios por mês, bombeiros pedem reforço urgente ao Governo, os Serviços de Proteção Civil e Bombeiros de São Tomé e Príncipe enfrentam uma grave limitação operacional.

Segundo fontes da corporação, existe neste momento apenas um camião cisterna para combater incêndios em todo o país. Com uma média de três a quatro incêndios por mês, os "soldados da paz" dizem que têm atuado no limite, com dificuldades para dar resposta rápida e eficaz às ocorrências.

A preocupação voltou a ganhar força após o incêndio ocorrido em Santo Amaro, no Distrito de Lobata. As chamas destruíram por completo uma residência. Sem meios suficientes no local e com deslocações longas a partir da capital, a equipa teve dificuldades para controlar o fogo a tempo.

O caso volta a expor a fragilidade do sistema de proteção civil no arquipélago. Além da falta de viaturas, os bombeiros apontam outros problemas operacionais que dificultam o trabalho: falta de equipamentos de proteção individual, manutenção precária, número reduzido de efetivos e dificuldades de acesso a algumas localidades.

Com apenas um camião para todo o território, qualquer avaria deixa o país praticamente sem capacidade de resposta a incêndios urbanos e florestais. O maior prejuízo é de quem mais precisa. São casas construídas com muito esforço, negócios de famílias e bens de uma vida inteira que se perdem em minutos.

Quando o fogo deflagra, o cidadão espera socorro imediato. Mas sem cisternas, sem escadas e sem pessoal suficiente, os bombeiros chegam limitados. Isso gera revolta e sentimento de abandono.

Perante este cenário, fazemos um apelo direto ao Governo santomense: é urgente investir mais na Proteção Civil e nos Bombeiros. São Tomé e Príncipe precisa de, no mínimo, mais camiões cisterna, viaturas de ataque rápido, equipamentos modernos e formação contínua para os efetivos.

Proteger o bem do cidadão não pode esperar. Investir em segurança é investir na dignidade, no património e na vida das pessoas que constroem este país com muito sacrifício. A vida e o património dos são-tomenses merecem mais do que um camião.

Por: João Soares

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