Rússia
abre
mais
centros
em
África
incluindo
São
Tomé
e
Príncipe
para
aumentar
influência

São
Tomé,
11
de
Setembrode
2026
-
A
Rússia
está
a
expandir
a
sua
rede
de
centros
culturais
e de
cooperação
em
África,
incluindo
São
Tomé
e
Príncipe,
com
o
objetivo
de
aumentar
a
sua
influência
no
continente.
A
informação
foi
avançada
esta
quinta-feira,
11
de
setembro,
pela
agência
LUSA.
De
acordo
com
a
LUSA,
a
expansão
é
feita
através
da
rede
"Russian
House"
-
Casas
Russas
-
gerida
pela
agência
estatal
Rossotrudnichestvo,
responsável
pela
diplomacia
cultural
russa
no
exterior.
A
agência,
criada
em
2008,
opera
atualmente
em
cerca
de
80
países.
A
estratégia
faz
parte
de
uma
ofensiva
mais
ampla
de
Moscovo
em
África.
Em
outubro
do
ano
passado,
o
chefe
da
Rossotrudnichestvo
anunciou
ter
assinado
acordos
para
14
novas
Casas
Russas
em
países
africanos.
Levantamentos
independentes
indicam
que
centros
oficiais
ou
parceiros
já
operam
ou
estão
prestes
a
abrir
em
pelo
menos
22
países
do
continente.
Estes
centros
funcionam
como
instrumento
de
soft
power.
Promovem
cursos
de
língua
russa,
bolsas
de
estudo
para
universidades
russas,
exposições
e
eventos
culturais,
e a
divulgação
da
posição
oficial
do
Kremlin
sobre
temas
internacionais.
Muitos
deles
ocupam
os
mesmos
edifícios
usados
pelos
centros
culturais
soviéticos
durante
a
Guerra
Fria.
São
Tomé
e
Príncipe
mantém
relações
diplomáticas
com
a
Rússia
desde
a
independência,
atualmente
através
de
um
embaixador
não
residente
com
sede
em
Angola.
O
arquipélago,
a
par
de
outros
países
lusófonos,
tem
sido
alvo
de
iniciativas
de
cooperação
nos
domínios
da
educação
e
cultura,
no
quadro
da
reaproximação
entre
Moscovo
e
África
acentuada
após
2022.
