Importações chinesas
para países lusófonos
sobem
para 88,1 mil milhões de
dólares

27.02.2026 - Os países
lusófonos importaram em
2025 produtos da China
no valor de 88,1 mil
milhões de dólares, uma
subida homóloga de 3,1%
e o montante mais alto
de sempre, segundo dados
oficiais divulgados.
O valor, que corresponde
a 74,8 mil milhões de
euros, é o mais elevado
desde que o Fórum para a
Cooperação Económica e
Comercial entre a China
e os Países de Língua
Portuguesa (Fórum de
Macau) começou a
apresentar estes dados,
em 2013. A maior subida
coube a Timor-Leste,
cujas vendas dispararam,
de apenas 881 mil
dólares em 2024 para
27,2 milhões de dólares
no ano passado.
O Brasil continua a ser
o maior comprador no
bloco lusófono, apesar
das importações vindas
da China terem caído
0,7% em comparação com
2024, para 71,6 mil
milhões de dólares, de
acordo com a informação
dos Serviços de
Alfândega da China. Pelo
contrário, o segundo na
lista, Portugal, comprou
à China mercadorias no
valor de 7,19 mil
milhões de dólares, um
aumento de 17,7%.
Na direcção oposta, as
exportações dos países
de língua portuguesa
para a China caíram 1,4%
em 2025, para 137,7 mil
milhões de dólares, o
valor mais baixo desde
2021, no pico da
pandemia de covid-19. A
descida deveu-se,
sobretudo, a Angola, o
segundo maior fornecedor
lusófono do mercado
chinês, que viu as
exportações decrescerem
9,1%, para 16 mil
milhões de dólares.
Além disso, também as
vendas de mercadorias de
Portugal – o terceiro
mais importante parceiro
comercial chinês no
bloco lusófono –
diminuíram 10,2% para
2,85 mil milhões de
dólares. Cinco dos nove
países de língua
portuguesa viram cair as
respetivas exportações
para o mercado chinês.
As vendas de Moçambique
para a China desceram
11,9%, para 1,59 mil
milhões de dólares,
enquanto as exportações
da Guiné Equatorial
desceram 20,6%, para
779,8 milhões de
dólares. As remessas de
Cabo Verde com destino à
China diminuíram 40,9%,
embora o país tenha
vendido apenas cerca de
oito mil dólares em
mercadorias.
Pelo contrário, as
exportações do Brasil –
de longe o maior
fornecedor lusófono do
mercado chinês – subiram
0,3% para 116,4 mil
milhões de dólares. As
exportações de São Tomé
e Príncipe, diz a Lusa,
mais que triplicaram,
atingindo 54 mil dólares
, enquanto as vendas da
Guiné-Bissau passaram de
mil dólares para oito
mil dólares.
