Nova feira comercial
leva empresas lusófonas
a zona económica
especial – Macau

16.03.2026 - O Governo
de Macau disse à Lusa
que uma nova feira
comercial vai, em
outubro, ajudar empresas
dos países lusófonos a
explorar oportunidades
de negócio na vizinha
zona económica especial
de Hengqin (ilha da
Montanha).
O Instituto de Promoção
do Comércio e do
Investimento de Macau (IPIM)
disse que irá levar
expositores dos mercados
de língua portuguesa e
espanhola a eventos em
Hengqin, “ajudando-os a
identificar uma vasta
gama de oportunidades de
negócio”.Em 04 de março,
o IPIM referiu que vai
organizar, entre 21 e 24
de outubro, a Exposição
de Produtos e Serviços
dos Países de Língua
Portuguesa (PLPEX), em
vez do habitual evento
que reunia empresas da
China e dos mercados
lusófonos.
Em resposta a questões
da Lusa, o IPIM explicou
que a PLPEX irá decorrer
“em simultâneo e no
mesmo local” com a Feira
Internacional de Macau (MIF,
na sigla em inglês),
para “manter e
evidenciar os elementos
lusófonos”.Isto porque
este ano não será
realizada a Exposição
Económica e Comercial
China-Países de Língua
Portuguesa (C-PLPEX),
que foi organizada em
outubro de 2025, em
paralelo com a MIF.
O IPIM sublinhou que
esta feira sino-lusófona,
cuja primeira edição
decorreu em 2023, foi
“concebida
preliminarmente para se
realizar de dois em dois
anos”.Em outubro de
2024, o então presidente
do IPIM não confirmou se
o certame passaria a ser
bienal. “Temos ainda de
discutir com os outros
organizadores. Se
tivermos bons resultados
[em 2025], iremos
avaliar”, disse à Lusa
Vincent U U Sang.
A nova feira comercial
vai incluir espaços de
exibição de “produtos e
serviços de qualidade”
dos países de línguas
portuguesa e espanhola,
assim como sessões de
bolsas de contacto “para
promover a cooperação
empresarial”, disse o
IPIM.O caderno de
encargos do concurso
para a coordenação da
PLPEX prevê que a feira
ocupe uma área de seis
mil metros quadrados,
com cerca de 200 stands
para expositores “em
consonância com o
posicionamento de Macau
enquanto plataforma
sino-lusófona”.
A feira tem como meta
atrair pelo menos 200
expositores, sendo que
10% devem ser empresas
locais, 10% vindas de
Espanha e 80% dos
mercados lusófonos,
“sendo obrigatório
atrair a participação de
empresas de todos os
nove países de língua
portuguesa”.
O setor agrícola deve
representar pelo menos
30% de todos os
expositores, o comércio
eletrónico
transfronteiriço 20% e a
economia azul, ligada ao
mar, pelo menos 10%,
refere-se no caderno de
encargos. A organizadora
da PLPEX deve ainda
criar uma campanha de
promoção da feira em
Portugal e Espanha.
A China estabeleceu a
Região Administrativa
Especial de Macau como
plataforma para o
reforço da cooperação
económica e comercial
com os países de língua
portuguesa em 2003 e,
nesse mesmo ano, criou o
Fórum de Macau.
O organismo integra,
além da China, os
membros da Comunidade
dos Países de Língua
Portuguesa (CPLP):
Angola, Brasil, Cabo
Verde, Guiné-Bissau,
Moçambique, Portugal,
São Tomé e Príncipe,
Timor-Leste e, desde
2022, Guiné Equatorial.
O atual líder do Governo
de Macau, Sam Hou Fai,
que tomou posse em
dezembro de 2024,
apontou também como
prioridade a promoção
dos serviços financeiros
e comerciais entre a
China e os países
hispânicos.
