BAD aprova 927,9 milhões
USD em investimentos
na África Lusófona desde
2019

26.04.2026 - O Banco
Africano de
Desenvolvimento (BAD)
aprovou um total
acumulado de 927,9
milhões de dólares em
investimentos na África
Lusófona, conhecida como
Países Africanos de
Língua Oficial
Portuguesa (PALOP),
desde a sua criação em
2019.Só durante o
período abrangido pelo
relatório, a carteira
cresceu 26%, passando de
735,6 milhões de dólares
para 927,9 milhões de
dólares.
Foram registadas três
novas aprovações de
investimento no valor
combinado de 192,35
milhões de dólares,
incluindo projectos em
Cabo Verde e Moçambique,
a par de cinco novos
projectos de assistência
técnica que totalizam
42,42 milhões de dólares
em novos financiamentos,
elevando a assistência
técnica acumulada
aprovada em todo o
espaço PALOP para 88,79
milhões de dólares.
Os dados constam numa
nota publicada no
website do BAD e
consultado pela FORBES
África Lusófona, que
recorda que o Compacto
Lusófono realizou a sua
8.ª Reunião do Comité
Director na sede da
Corporação Financeira
Internacional (IFC) do
Grupo Banco Mundial, em
Washington, D.C.O
encontro reuniu o
vice-primeiro-ministro
de Cabo Verde, Olavo
Avelino Garcia Correia,
e os governadores dos
oito países membros –
Brasil, Cabo Verde,
Guiné Equatorial,
Guiné-Bissau,
Moçambique, Portugal e
São Tomé e Príncipe.
A reunião, realizada a
15 de Abril, foi
convocada sob a
liderança de Marie-Laure
Akin-Olugbade,
Vice-Presidente Sénior
do Grupo Banco Africano
de Desenvolvimento, e de
Ethiopis Tafara,
vice-presidente Regional
da IFC para África.
A reunião analisou os
progressos alcançados no
âmbito do Programa de
Trabalho 2024–2027,
abrangendo o período de
referência de Junho de
2025 a abril de 2026, e
definiu o rumo
estratégico para a
próxima fase de
implementação do Pacto.
Programa de garantia
prorrogado e primeira
transação concretizadaUm
momento decisivo para o
Compacto foi a
prorrogação por 12 meses
do Programa de Garantia
do Compacto Lusófono (LCGP),
assinada em Fevereiro de
2026, a par da
concretização da sua
primeira transação
garantida.
A expansão da energia
eólica da Cabeólica em
Cabo Verde foi
adicionada à carteira de
referência com uma
cobertura de 85% do
capital do empréstimo,
demonstrando a
capacidade do programa
para atrair capital
privado. Estão
atualmente em avaliação
mais três projetos para
inclusão.
Por outro lado, os
parceiros institucionais
do Compacto Lusófono
aprofundaram
significativamente o seu
envolvimento em toda a
região.A IFC expandiu os
seus compromissos na
África Lusófona, com 880
milhões de dólares
comprometidos em
Moçambique, 615 milhões
de dólares em Angola,
204 milhões de dólares
em Cabo Verde e 3
milhões de dólares em
São Tomé e Príncipe, a
par de serviços de
consultoria ativos na
Guiné-Bissau e na Guiné
Equatorial.
A Agência Africana de
Seguros de Comércio (ATIDI)
disponibilizou 3,6 mil
milhões de dólares em
seguros de risco a
Angola, atribuiu 762
milhões de dólares a
Moçambique e identificou
39,7 mil milhões de
dólares em perspetivas
de mercado nos países
PALOP.
