São Tomé e Príncipe inaugura
primeiro
laboratório de rastreio do
cancro

12.05.2026 - “O
Laboratório de Anatomia
Patológica representa um
avanço decisivo na
capacidade de
diagnóstico, permitindo
maior precisão, rapidez
e segurança na
identificação de
doenças. Trata-se de um
instrumento essencial
para apoiar as decisões
clínicas e melhorar
significativamente a
resposta do sistema
nacional de saúde”,
declarou o
primeiro-ministro
são-tomense, Américo
Ramos.
São Tomé e Príncipe
inaugurou hoje o
primeiro laboratório de
anatomia patológica, que
vai permitir
diagnósticos mais
rápidos e precisos, em
particular no cancro,
reduzindo a dependência
do exterior e tornando o
tratamento mais
acessível, anunciaram
fontes oficiais. “O
Laboratório de Anatomia
Patológica representa um
avanço decisivo na
capacidade de
diagnóstico, permitindo
maior precisão, rapidez
e segurança na
identificação de
doenças.
Trata-se de um
instrumento essencial
para apoiar as decisões
clínicas e melhorar
significativamente a
resposta do sistema
nacional de saúde”,
declarou o
primeiro-ministro
são-tomense, Américo
Ramos. Segundo o
ministro da Saúde, Celso
Matos, que é médico de
profissão, a inauguração
do laboratório surge
numa altura em que o
Governo são-tomense foi
informado que já não
poderá enviar amostras
para serem analisadas em
Portugal. “Já tínhamos
dificuldade, perdemos
esse canal e justamente
agora conseguimos
reverter a situação com
um laboratório aqui em
São Tomé e Príncipe.
Este é o caminho que
devemos seguir: dotar o
país de capacidade
local”, sublinhou Celso
Matos.
A representante da
Embaixada de Portugal
Paula Pereira considerou
que a criação do
laboratório representa
“um marco histórico” que
contribuirá para salvar
vidas e melhorar “os
resultados de saúde para
todos os são-tomenses”.
“O momento que hoje
assinalamos representa
efetivamente um avanço
estrutural de extrema
importância,
particularmente no
contexto do crescente
peso das doenças não
transmissíveis, em
particular as
oncológicas, naquele que
é o perfil
epidemiológico da
população do país”,
referiu.
O laboratório está
instalado no Hospital
Central Dr. Ayres de
Menezes e resulta de um
pedido do Ministério da
Saúde são-tomense à
Fundação Gulbenkian, que
concretizou o projeto
com a parceria técnica
do IPO-Porto e da
Universidade Fernando
Pessoa, “que apoiaram na
montagem do laboratório
e no acolhimento dos
profissionais de saúde
santomenses para a
realização de estágios
em contexto de
trabalho”.
Em comunicado enviado à
Lusa, a Fundação
Gulbenkian refere que,
“além do diagnóstico, o
laboratório vai servir
como polo de formação de
profissionais de saúde –
patologistas, técnicos
de laboratório e outros
especialistas -,e como
fonte de dados
epidemiológicos, o que
vai permitir conhecer
melhor a realidade
oncológica do país,
apoiar a formulação de
políticas públicas e a
integração futura do
Hospital em redes de
investigação”.
“O perfil epidemiológico
de São Tomé e Príncipe
tem vindo a alterar-se
de forma significativa,
sendo as doenças não
transmissíveis o
principal desafio de
saúde pública, com as
doenças oncológicas a
contribuírem para o
perfil de mortalidade,
representando cerca de
13% do total”, afirma.
Segundo o documento, “o
aumento da incidência de
casos, associado ao
diagnóstico tardio, à
limitada capacidade de
tratamento e à
insuficiente integração
dos cuidados, coloca o
cancro como um dos
maiores desafios para o
sistema de saúde e para
o bem-estar da
população”,
representando cerca de
38% das transferências
médicas para o exterior
realizadas entre 2019 e
2025.
Além do laboratório de
anatomia, as autoridades
são-tomense inauguram
hoje a remodelação e o
equipamento do serviço
de estomatologia do
Hospital Ayres Menezes,
que, segundo Paula
Pereira, “representa um
investimento vital na
melhoria dos cuidados de
saúde oral da
população”.
A representante da
embaixada salientou que
a remodelação foi
efetuada através de uma
“parceria robusta”
envolvendo a
administração do
hospital, a cooperação
chinesa, parceiros
belgas e a ONGD
portuguesa Mundo a
Sorrir, que há vários
anos presta cuidados de
saúde oral no
arquipélago.
“O projeto de reforço
dos sistemas de saúde
oral de São Tomé,
implementado pela Mundo
a Sorrir e financiado
pela cooperação
portuguesa, garante
ainda o apoio ao serviço
de estomatologia do
Centro de Saúde de
Mé-zochi, o
acompanhamento dos
estudantes na área da
saúde oral e dentária e
a capacitação de
profissionais de saúde e
agentes de saúde
comunitária”,
acrescentou.
Jornal
Económico com Lusa
