Primeiro-ministro quer a
juventude no centro
das políticas ambientais em
STP

26.05.2026 – O
primeiro-ministro
Américo Ramos defendeu
hoje que a juventude
são-tomense deve ser
colocada no centro das
políticas ambientais e
prometeu reforçar as
políticas públicas para
a conservação da
biodiversidade e o
desenvolvimento
sustentável, resiliente
e inclusivo.
“Precisamos de jovens
preparados, conscientes,
inovadores e
comprometidos com o
futuro do país, pelo que
é necessário criar
oportunidades para que
os jovens participem
ativamente na
investigação científica,
na monitorização
ambiental, na educação
ecológica, no
empreendedorismo verde e
nas soluções de
adaptação às alterações
climáticas”, declarou
Américo Ramos. O chefe
do Governo são-tomense
falava durante um
evento, na sexta-feira,
em alusão ao dia mundial
da biodiversidade, que
reuniu crianças, jovens
e representantes de
instituições públicas,
parceiros internacionais
e sociedade civil.
“O nosso país possui uma
riqueza biológica
extraordinária. Somos
reconhecidos
internacionalmente como
um dos ‘hotspots’ de
biodiversidades mais
relevantes do mundo.
Esta singularidade
resulta da combinação
rara entre isolamento
insular, a diversidade
de ecossistemas e a
elevada taxa de
endemismo das nossas
espécies terrestres e
marinas”, apontou o
primeiro-ministro
são-tomense. Américo
Ramos sublinhou ainda
que a declaração, no ano
passado, de São Tomé e
Príncipe como o primeiro
país no mundo cujo todo
o território é
considerado reserva
mundial da biosfera da
Unesco, é “uma
responsabilidade de
reforçar políticas
públicas que conciliem
crescimento económico,
justiça social e
sustentabilidade
ambiental”.
Acrescentou ainda que e
também “uma
responsabilidade de
garantir que as gerações
futuras possam continuar
a beneficiar deste
património natural
incomparável”.
“O Governo de São Tomé e
Príncipe, reafirma, por
isso, o seu compromisso
com a conservação da
biodiversidade e com a
promoção de um modelo de
desenvolvimento
sustentável, resiliente
e inclusivo.
Continuaremos a
trabalhar no
fortalecimento e
valorização das nossas
áreas protegidas, na
promoção da restauração
ecológica, no combate às
pressões ambientais e na
integração da
sustentabilidade nas
políticas nacionais de
agricultura, pescas,
turismo, educação e
ordenamento
territorial”, declarou
Américo Ramos.
A ministra do Ambiente,
Nilda da Mata realçou
que o Parque Natural Obô
foi considerado a 32ª
área protegida mais
importante para a
conservação de
mamíferos, aves e
anfíbios e a 17ª se
quando considera apenas
espécies ameaçadas. “No
contexto da garantia da
biodiversidade, diante
de inúmeros desafios,
cada indivíduo precisa
conscientizar-se, agir
com responsabilidade e
viver em harmonia com as
outras espécies do
ecossistema,
contribuindo para a
proteção de um planeta
saudável para gerações
presentes e futuras […]
proteger a
biodiversidade não é uma
opção, é a nossa
responsabilidade e o
nosso legado”, declarou
Nilda da Mata.
