Missão
médica
russa
com
sete
especialistas
reforça
Hospital
Ayres
de
Menezes
face
à
carência
de
cirurgiões

São
Tomé,
20
de
Outubro
2026
-
JORNAL
TRANSPARÊNCIA
-
São
Tomé
e
Príncipe
Missão
médica
russa
reforça
Hospital
Ayres
de
Menezes
face
à
carência
crónica
de
cirurgiões
São
Tomé,
20
de
Outubro
de
2026
|
Por:
João
Soares
|
Candidatura
nº
670
Uma
missão
médica
russa,
organizada
pela
Casa
Russa
em
São
Tomé
e
Príncipe,
vai
permanecer
uma
semana
no
país
para
realizar
consultas
e
intervenções
cirúrgicas
no
Hospital
Dr.
Ayres
de
Menezes.
A
equipa
é
composta
por
sete
profissionais
de
saúde,
distribuídos
pelas
áreas
de
ginecologia
e
obstetrícia,
cirurgia
maxilofacial,
estomatologia
e
cirurgia
geral,
especialidades
onde
o
país
regista
maiores
carências.
Segundo
a
diretora
clínica
do
hospital,
os
doentes
já
foram
previamente
triados
a
partir
da
lista
de
espera.
Para
além
da
componente
assistencial,
a
iniciativa
contempla
a
troca
de
experiências
e a
capacitação
da
equipa
nacional.
"Temos
problemas
sérios
de
recursos
humanos.
Um
país
com
mais
de
200
mil
habitantes
para
três
cirurgiões
gerais
nacionais
é
pouco",
alertou.
A
diretora
da
Casa
Russa,
Ina,
explicou
que
a
iniciativa
nasceu
quando
percebeu,
no
terreno,
que
a
medicina
no
país
precisava
de
ajuda
urgente.
A
Casa
Russa
abriu
há
apenas
dois
meses
em
São
Tomé
e já
oferece
aulas
gratuitas
de
russo
a
crianças
e
adultos.
"Na
próxima
missão
gostaríamos
de
trazer
mais
médicos",
disse,
revelando
a
ambição
de
trazer
médicos
russos
por
períodos
mais
longos
ao
abrigo
de
cooperação
bilateral.
NOTA
DO
AUTOR
- A
minha
ligação
pessoal
com
a
Rússia
(1983-1994)
Fui
para
a
Rússia
em
Agosto
de
1983.
A
minha
família
encarou
isto
como
normal
porque
eu
tinha
terminado
o
Liceu
há
cerca
de
3-4
meses
e
esperava
uma
oportunidade
para
continuar
os
estudos.
No
início
tive
um
impacto
negativo
com
a
comida.
Entretanto
adaptei-me
com
facilidade.
Quanto
ao
frio,
estava
psicologicamente
preparado.
Aprendi
muita
coisa.
Uma
das
coisas
que
me
acompanha
sempre
são
os
provérbios
russos.
Ensinam
muito
na
vida
quotidiana.
Senti
o
que
um
cidadão
que
gosta
do
seu
país
e
fica
longos
anos
fora
sente.
Isso
não
se
explica
em
palavras.
O
que
aprendi
não
foi
para
guardar,
uso
sempre
que
necessário.
Voltaria
a
agradecer-lhes
pelos
conhecimentos
transmitidos,
pela
paciência.
Muitos
trataram-me
como
filhos.
Houve
momentos
que
chegaram
a
apoiar-me
com
alimentos,
porque
a
bolsa
não
cobria
as
necessidades.
A
língua
russa
é
parte
do
meu
dia
a
dia.
Fui
para
lá
em
Agosto
de
1983
e
regressei
em
Novembro
de
1994.
Parte
da
minha
família
é
russa.
Teotónio
Menezes
e os
11
anos
na
Rússia:
'A
língua
russa
é
parte
do
meu
dia
a
dia.
Parte
da
minha
família
é
russa'

Teotónio
Menezes
e os
11
anos
na
Rússia:
'A
língua
russa
é
parte
do
meu
dia
a
dia.
Parte
da
minha
família
é
russa'
Doutorado
em
Comunicação
Social
e
licenciado
em
Jornalismo
recorda
de
1983
a
1994
em
entrevista
sobre
a
sua
formação
na
antiga
União
Soviética.
"Fui
para
a
Rússia
em
Agosto
de
1983".
A
frase
simples
de
Teotónio
Menezes,
doutorado
em
Comunicação
Social
e
licenciado
em
Jornalismo,
resume
o
início
de
uma
história
de
11
anos
que
lhe
marcou
a
vida
e
que
dura
até
hoje.
Em
entrevista
ao
Jornal
Transparência,
Menezes
conta
que
a
família
encarou
a
partida
com
normalidade.
Tinha
terminado
o
Liceu
há
três
a
quatro
meses
e
esperava
uma
oportunidade
para
continuar
os
estudos.
A
oportunidade
surgiu
no
Leste.
A
adaptação
não
foi
imediata.
"No
início
tive
um
impacto
negativo
com
a
comida.
Entretanto
adaptei-me
com
facilidade.
Quanto
ao
frio,
estava
psicologicamente
preparado
porque
já
se
ouvia
falar",
recorda.
Mais
do
que
um
diploma,
trouxe
consigo
uma
bagagem
cultural
que
o
acompanha
na
vida
quotidiana.

"Aprendi
muita
coisa.
Uma
das
coisas
que
me
acompanha
sempre
são
os
provérbios
russos.
Ensinam
muito
na
vida
quotidiana",
afirma.
Questionado
sobre
o
sentimento
de
viver
longe
da
pátria
durante
mais
de
uma
década,
a
resposta
é
emocional:
"Senti
o
que
um
cidadão
que
gosta
do
seu
país
e
fica
longos
anos
fora
sente.
Isso
não
se
explica
em
palavras.
O
que
aprendi
não
foi
para
guardar,
uso
sempre
que
necessário".
Entre
Agosto
de
1983
e
Novembro
de
1994,
entre
salas
de
aula
e
invernos
rigorosos,
ficou-lhe
sobretudo
a
gratidão
pelas
pessoas.
"Voltaria
a
agradecer-lhes
pelos
conhecimentos
transmitidos,
pela
paciência.
Muitos
trataram-me
como
filhos.
Houve
momentos
que
chegaram
a
apoiar-me
com
alimentos,
porque
a
bolsa
não
cobria
as
necessidades".
Hoje,
mais
de
30
anos
depois
do
regresso,
a
Rússia
continua
presente.
"A
língua
russa
é
parte
do
meu
dia
a
dia.
Parte
da
minha
família
é
russa",
conclui
Teotónio
Menezes,
que
alia
a
experiência
académica
na
Rússia
à
sua
formação
superior
em
Jornalismo
e
Comunicação
Social.
[FIM]
-
Candidatura
nº
670
-
Prémio
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2026
Por:
João
Soares
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