São
Tomé
e
Príncipe
entra
na
luta
global
contra
a
sede
do
planeta

São
Tomé,
28
de
de
Outubro
2026
-
Um
novo
projeto
europeu
promete
mudar
a
forma
como
os
santomenses
captam,
guardam
e
usam
a
água.
E o
alerta
é
claro:
o
tempo
está
a
acabar.
São
Tomé
pode
estar
rodeado
de
mar,
mas
está
com
sede.
Foi
com
este
paradoxo
alarmante
que
foi
apresentado
ao
país,
na
última
segunda-feira,
o
projecto
Adaptares
Water.
Mais
do
que
um
nome
estrangeiro,
o
Adaptares
Water
chega
com
uma
missão
urgente:
ensinar
os
técnicos
nacionais
e
toda
a
população
a
gerir
cada
gota
de
água
como
se
fosse
a
última.
Porque
as
alterações
climáticas
já
não
são
uma
teoria.
São
a
nossa
realidade,
e
estão
a
secar
as
nossas
nascentes.
A
apresentação
aconteceu
num
workshop
de
trabalho
intenso,
onde
não
se
veio
apenas
ouvir.
Segundo
o
consultor
do
projecto,
Gilberto
Martins,
o
objectivo
foi
recolher
as
contribuições
dos
técnicos
santomenses
para
adaptar
o
projecto
à
nossa
realidade.
Não
é um
modelo
copiado
da
Europa
para
impor.
É um
modelo
para
construir
connosco.
E o
diagnóstico
de
Martins
é
directo
e
sem
rodeios:
"Com
a
água
a
ser
cada
vez
mais
escassa
no
Planeta,
precisamos
urgentemente
de
novas
políticas
de
captação,
armazenamento
e
boa
gestão.
O
que
fazíamos
há
20
anos
já
não
serve."
Um
projecto
com
peso
e
com
chancela
internacional.
A
apresentação
foi
presidida
pelo
Presidente
do
Instituto
Nacional
de
Água,
José
Bastos
de
Sacramento,
que
classificou
a
iniciativa
como
uma
oportunidade
de
ouro
para
reforçar
a
capacidade
nacional
na
gestão
dos
recursos
hídricos.
Uma
soberania
que
é
vital.
E há
mais
um
dado
que
mostra
a
importância
do
que
está
a
acontecer:
o
Adaptares
Water
não
está
sozinho.
É
cofinanciado
pela
União
Europeia
e
gerido
pelo
prestigiado
Instituto
Tecnológico
de
Canárias
(ITC).
É o
mesmo
projecto
que
já
está
a
ser
implementado
em
territórios
insulares
como
as
Ilhas
Canárias,
Madeira,
Cabo
Verde,
e em
países
costeiros
como
Senegal
e
Gâmbia.
Agora,
São
Tomé
e
Príncipe
junta-se
a
este
mapa.
A
pergunta
que
fica
no
ar,
e
que
este
projecto
tentará
responder,
é:
vamos
conseguir
guardar
a
água
de
hoje
para
não
termos
sede
amanhã?
Por:
João
Soares
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