Moçambique
assina
acordo
aéreo
com
São
Tomé
e
Príncipe
e
abre
caminho
para
voos
diretos
entre
países
lusófonos

São
Tomé,
30
de
de
Outubro
2026
-
Moçambique
assinou
acordos
de
serviços
aéreos
com
São
Tomé
e
Príncipe
e a
Guiné-Bissau
para
criar
condições
legais
à
abertura
de
ligações
aéreas
entre
os
três
países,
numa
iniciativa
que
visa
facilitar
a
mobilidade
de
pessoas
e
mercadorias
e
estimular
o
turismo
e o
investimento
no
espaço
lusófono.
Em
declarações
à
Agência
Lusa,
o
presidente
da
Autoridade
de
Aviação
Civil
de
Moçambique,
Emanuel
José
Chaves,
esclareceu
que
os
instrumentos
assinados
estabelecem
apenas
o
enquadramento
jurídico
necessário
para
as
operações,
não
implicando
o
início
imediato
de
voos
diretos.
“Os
acordos
criam
o
ambiente
legal
para
que
essas
operações
ocorram”,
afirmou.
Segundo
o
responsável,
caberá
agora
às
companhias
aéreas
avaliarem
a
procura
e a
viabilidade
comercial
das
rotas.
As
transportadoras
poderão
avançar
com
ligações
próprias
ou
estabelecer
parcerias
e
acordos
de
code-share
com
outras
companhias
para
explorar
o
mercado.
Atualmente,
não
existem
voos
diretos
entre
Moçambique
e
São
Tomé
e
Príncipe
ou
Guiné-Bissau.
As
viagens
entre
estes
destinos
são
feitas
com
longas
escalas,
nomeadamente
em
Lisboa
ou
Luanda,
o
que
encarece
e
prolonga
significativamente
o
tempo
de
deslocação.
A
criação
de
novas
ligações
poderá
reduzir
custos,
tempo
de
viagem
e
aproximar
ainda
mais
os
povos
da
CPLP.
A
assinatura
ocorreu
à
margem
de
um
seminário
sobre
o
desenvolvimento
da
aviação
civil
nos
países
lusófonos,
que
decorre
em
Maputo.
O
encontro
reúne
representantes
dos
Estados-membros
da
CPLP
e,
segundo
a
secretária
permanente
do
Ministério
dos
Transportes
de
Moçambique,
Irina
Ribeiro,
visa
transformar
a
cooperação
técnica
em
ligações
com
impacto
económico
concreto,
através
da
partilha
de
experiências
e
harmonização
de
procedimentos.
Contudo,
a
abertura
efetiva
das
rotas
dependerá
da
existência
de
passageiros
suficientes
para
garantir
a
rentabilidade.
Por:
João
Soares
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