ALERTA:
Detetada
bactéria
causadora
de
febre
tifoide
na
água
da
rede
pública

São
Tomé,
31
de
de
Outubro
2026
-
Análises
à
água
da
rede
pública
detetaram
a
presença
da
bactéria
Salmonella
Typhi,
causadora
da
febre
tifoide.
A
situação
é
grave
e
exige
medidas
urgentes
por
parte
das
autoridades,
numa
altura
em
que
o
sistema
de
saúde
trabalha
de
forma
provisória
e
com
limitações.
Segundo
informações
que
chegaram
à
nossa
redação,
exames
laboratoriais
a
amostras
da
água
distribuída
pela
rede
confirmaram
a
contaminação
por
bactéria
de
origem
fecal,
responsável
por
provocar
febre
tifoide
-
doença
infecciosa
grave
que
se
manifesta
com
febre
alta
prolongada,
dores
abdominais,
vómitos
e
diarreia.
A
contaminação
da
água,
associada
a
uma
alimentação
de
risco,
cria
um
ambiente
propício
ao
colapso
da
saúde.
É
neste
contexto
que
especialistas
em
saúde
pública
são
perentórios:
"Aconselho
vivamente
a
população
a
ferver
a
água
antes
de
beber.
Ferver
é
mais
eficaz
e
seguro
do
que
apenas
tratar
com
lixívia,
que
muitas
vezes
é
mal
doseada
em
casa".
O
alerta
é
máximo
porque
a
maioria
das
famílias
utiliza
diretamente
a
água
da
torneira
para
beber,
cozinhar
e
lavar
alimentos.
O
perigo
é
maior
para
crianças
e
idosos.
Fontes
hospitalares
alertam
que
o
Hospital
Ayres
de
Menezes
e os
centros
distritais
estão
a
funcionar
de
forma
provisória,
sem
capacidade
para
responder
a um
surto
em
massa
de
casos
de
diarreia
e
febre
tifoide.
A
situação
está
diretamente
ligada
à
crise
de
abastecimento
que
temos
vindo
a
alertar:
com
a
redução
do
caudal
das
nascentes,
condutas
velhas,
roturas
e
reservatórios
sem
manutenção,
aumenta
a
probabilidade
de
infiltração
de
águas
contaminadas
na
rede
da
EMAE.
O
QUE
A
POPULAÇÃO
DEVE
FAZER
AGORA:
Não
beba
água
da
torneira
sem
ferver
durante
pelo
menos
5
minutos.
Lave
bem
frutas
e
legumes
com
água
fervida.
Ao
primeiro
sintoma
de
febre
alta,
dirija-se
ao
centro
de
saúde.
APELO
AO
GOVERNO
E
EMAE:
É
urgente
comunicar
oficialmente
os
resultados,
identificar
a
origem
da
contaminação,
suspender
e
lavar
os
troços
afetados,
reforçar
a
cloração
e
distribuir
água
potável
por
cisternas.
O
silêncio
não
pode
ser
opção.
Pela
redação
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