Crime
ambiental:
Tartaruga
gigante
morta
à
paulada
para
comércio
em
São
Tomé
e
Príncipe

São
Tomé,
05
de
Novembro 2026
-
Um
grave
crime
ambiental
foi
registado
em
São
Tomé
e
Príncipe,
com
o
abate
de
uma
tartaruga
gigante,
alegadamente
à
paulada,
para
fins
comerciais.
A
imagem,
que
circula
nas
redes
e
foi
destacada
pelo
Jornal
da
África,
mostra
o
animal
de
grande
porte
já
sem
vida.
Trata-se
de
uma
tartaruga-ambulância,
como
é
conhecida
localmente
a
tartaruga-de-couro,
a
maior
espécie
de
tartaruga
marinha
do
mundo
e
protegida
por
lei.
Em
declarações
sobre
o
caso,
o
assistente
técnico
do
programa
TATÔ,
Venceslau
Soares,
lamentou
o
ocorrido
e
alertou
para
a
gravidade
da
situação:
"Essa
tartaruga-ambulância
que
foi
abatida
agora
neste
momento
é
uma
das
poucas
que
nós
temos.
Tendo
dito
ainda,
“nós
já
não
temos
tartarugas-ambulância
em
quantidade
e
esta
espécie
tem
um
papel
muito
importante
no
nosso
mar,
no
nosso
ecossistema",
sublinhou.
Segundo
o
técnico,
existem
pelo
menos
20
tartarugas
desta
espécie
a
frequentar
as
águas
santomenses,
sendo
a
esperança
média
de
vida
de
80 a
100
anos”.
A
perda
de
um
único
exemplar
representa
um
duro
golpe
para
a
conservação.
O
responsável
alertou
ainda
que
a
redução
da
população
desta
espécie
poderá
contribuir
para
a
diminuição
dos
peixes,
uma
vez
que
a
tartaruga-ambulância
se
alimenta
de
medusas
(mães-d'água),
que,
por
sua
vez,
consomem
ovos
de
peixes.
Venceslau
Soares
deixou
um
apelo
direto
à
população:
"Se
não
houver
tartarugas-ambulância
no
mar,
posteriormente
nós
não
vamos
ter
peixe
e
também
vamos
ter
medusas
em
grande
quantidade,
o
que
vai
dificultar
os
banhistas
na
hora
de
tomar
banho
e
trazer
também
outras
consequências.
Então,
gostaria
de
deixar
este
apelo
à
população,
porque
consumir
ou
vender
a
carne
da
tartaruga
pode
trazer
um
benefício
momentâneo,
mas
que
acaba
por
se
perder.
Em
São
Tomé
e
Príncipe,
a
captura,
o
abate
e a
comercialização
de
tartarugas
marinhas
constituem
crime
ambiental.
O
país
é
considerado
um
dos
mais
importantes
santuários
de
desova
do
mundo,
e
programas
como
o
TATÔ
têm
trabalhado
há
anos
na
proteção
e
sensibilização
das
comunidades.
Pela
redação
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